Divanicio Albuquerque Pessoa

Patologia: Distonia focal do tipo Câimbra do Escritor

Profissão: Psicólogo, Psicoterapeuta e Perito Judicial com Especialização em Psicopedagogia e Gestão em Saúde Mental.

“Luto com os lutos que já me doeram. Me desalojo e me recoloco. Não tenho o que perdi. Tenho as cicatrizes que restaram para preencher de coragem o meu prosseguir”. Gabriel Chalita

 O meu diagnóstico foi tardio e demorado. Eu tenho distonia focal do membro do tipo câimbra do escrivão ou distonia de tarefa específica desde criança. A vida com esta doença incapacitante foi muito difícil e traumática tanto pelas suas características quando pelo subdiagnóstico. A partir do ano de 2010 passei a usar adaptadores como o engrossador de borracha para caneta e a caneta ergonômica que foram sugestões da neurologista do Hospital Sarah Kubitschek de Brasília. Mas, o melhor tratamento que já fui submetido foram terapias alternativas e as técnicas de fisioterapia.

A vida continua a mesma. Sem a cura da doença/deficiência e me acostumando com o agravamento do meu quadro clínico. Mas, o diferencial é que aprendi s conviver melhor com esta condição de saúde, aceitando e acolhendo as limitações impostas pela distonia focal e buscando me realocar da civilização da escrita. Eu sempre evito falar sobre esta minha história, pois me faz sofrer demasiadamente. Aprendi a respeitar os meus momentos. Isto faz a diferença.

Meu Instagram: @divan.pessoa

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